A empresa (um comércio de pequeno porte) já enfrentava conflitos recorrentes, metas que nunca eram atingidas e um clima pesado. O gestor de RH percebia que algo estava errado, mas atribuía todos os problemas à “falta de comprometimento”. Só que a situação era mais profunda do que parecia.
Essa empresa buscou a ETR acreditando que precisava “melhorar o comportamento da equipe”. O ponto-chave é que ela não sabia que precisava se adequar à NR-1 para atender às exigências de identificação e análise de riscos psicossociais.
Durante a conversa inicial, ficou claro:
👉 os problemas internos eram graves
👉 e a obrigatoriedade legal também estava pendente
O caminho escolhido foi realizar o Mapeamento Psicossocial completo, unindo solução de problemas e adequação à NR-1.
O diagnóstico revelou um cenário crítico. Abaixo, três fatores que apareceram com maior impacto na matriz de risco:
Reconhecimento e recompensas – nível crítico
Pressão por metas e ritmo de trabalho – nível crítico
Atuação da liderança – nível crítico
Os colaboradores também relataram cansaço, sensação de injustiça e medo de represálias ao expressarem dificuldades.
Ao visualizar os resultados, o gestor percebeu que:
os conflitos não eram comportamentais, eram estruturais
a liderança não estava preparada
as metas eram inalcançáveis desde o início
existia medo de punição, mesmo sem intenção da direção
a empresa estava fora da conformidade com a NR-1
A percepção mudou: não era a equipe que estava falhando, era o sistema que precisava ser ajustado.
A partir da matriz, a ETR conduziu um plano de ação focado em:
reuniões para alinhamento de expectativas
treinamento direcionado para feedback, comunicação e priorização
revisão completa do sistema de cobrança
parâmetros realistas e indicadores claros
rituais de reconhecimento
canais formais de escuta
acordos comportamentais entre líderes e equipes
Simultaneamente, a empresa passou a cumprir todas as exigências da NR-1, incluindo análise e tratamento dos riscos psicossociais identificados.
Como já existiam problemas estruturais enraizados, o tempo para mudança foi mais longo. Ao decorrer do ano os indicadores começaram a mudar:
queixas sobre liderança reduziram significativamente
equipe passou a relatar mais previsibilidade e clareza
conflitos internos diminuíram
metas antes impossíveis passaram a ser atingidas
ambiente mais estável e menos tenso
a empresa saiu do risco legal e se adequou à NR-1
A empresa passou por uma mudança que uniu melhoria real do clima, adequação legal e ganhos operacionais.
Conclusão: Resolver os problemas visíveis era importante, mas entender os riscos psicossociais e adequar-se à NR-1 foi o que garantiu a mudança sustentável.